COLUNA | “Falsidade e traição de Sérgio Peres”, diz Delegado Zucco: Republicanos racha no meio e pode ter debandada

A iminente fusão entre PSDB e Republicanos está encontrando desafios internos no Rio Grande do Sul, especialmente dentro do próprio Republicanos. O partido possui alas ideologicamente divididas, e a recente declaração de apoio da bancada estadual ao pré-candidato Luciano Zucco (PL) ao governo gaúcho gerou controvérsia. O deputado Sérgio Peres, representante da ala evangélica, negou que tenha concordado com a decisão e afirmou que qualquer apoio precisa ser avaliado pela direção estadual e nacional.

As divisões internas no Republicanos envolvem o grupo evangélico, alinhado ao governo Eduardo Leite (PSDB), e a ala bolsonarista, que defende Zucco. O presidente estadual do partido, Carlos Gomes, descartou qualquer definição antecipada sobre o apoio na disputa pelo Piratini e afirmou que as negociações com o PSDB ainda estão em aberto. Além disso, tensões surgiram na Assembleia Legislativa devido a disputas por cargos, incluindo a presidência da Casa em 2026, prometida a Peres.

Devido a esta cisão, não está descartada a possibilidade de alguns nomes importantes da Legenda acabem debandando. Os deputados Gustavo Victorino, Eliana Bayer e Capitão Martim podem estar arrumando as malas para deixar o Republicanos, mas ainda não se tem confirmação de qual seria suas futuras casas. Porém, muito possivelmente seria o PL. Ainda nesta polêmica, o Delegado Zucco afirmou que o movimento de Sérgio Peres seria “falsidade e traição”.

As diferenças também se estendem ao cenário nacional. Enquanto o PSDB pretende lançar Eduardo Leite como alternativa à polarização política, o Republicanos mantém apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto como um dos principais nomes da direita e possível sucessor de Jair Bolsonaro. Outro ponto sensível é a definição sobre quem comandaria a nova sigla nos estados.

O presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, afirmou que as negociações com Republicanos, Podemos e Solidariedade seguem em andamento, com uma definição esperada ainda em abril. A fusão, caso concretizada, terá que superar as divergências locais e nacionais para garantir uma estrutura partidária coesa.

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