Seis pessoas foram condenadas por extorsão e morte de enfermeira em Alegrete

Seis pessoas foram condenadas na segunda-feira (31) pelo assassinato da enfermeira Priscila Ferreira Leonardi, ocorrido em 2023 em Alegrete. O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou os réus por extorsão majorada qualificada pela morte da vítima, com penas de até 45 anos de prisão. O caso foi investigado pelo Núcleo de Inteligência do MPRS (NIMP), que analisou dados bancários, telefônicos e telemáticos dos envolvidos. Um dos réus, que colaborou com a investigação por meio de delação premiada, teve sua pena reduzida para 30 anos.

Entre os condenados está o primo da vítima, apontado como o mentor do crime, motivado pelo interesse nos bens e no dinheiro de Priscila. Segundo a investigação, a enfermeira viajou da Irlanda para o Brasil para resolver questões relacionadas ao inventário de seu pai, mas foi sequestrada por um grupo ligado a uma facção criminosa. Durante o cativeiro, foi morta antes que os criminosos conseguissem acessar seus recursos financeiros. O corpo foi encontrado em julho de 2023 às margens do Rio Ibirapuitã, com indícios de espancamento e estrangulamento.

Uma das testemunhas do caso revelou em audiência que um dos sequestradores tentou violentar Priscila antes de assassiná-la. A testemunha teria mantido silêncio por medo de represálias da facção criminosa. Além da extorsão e do homicídio, três dos condenados também receberam pena por ocultação de cadáver.

O MPRS destacou que a investigação foi complexa devido à estrutura organizada do crime e ao envolvimento de vários réus. Para solucionar o caso, foram solicitadas medidas cautelares como quebra de sigilo telefônico e bancário, além de buscas no cativeiro e nos aparelhos celulares dos criminosos. A delação premiada de um dos réus foi essencial para a identificação de todos os envolvidos, permitindo que a Justiça aplicasse penas severas aos autores do crime.

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