Polícia investiga negligência de rodoviária e empresa de ônibus em caso de viagem irregular de adolescentes

A Polícia Civil está investigando a Estação Rodoviária de Frederico Westphalen e a empresa de ônibus responsáveis por permitirem que duas adolescentes, de 12 e 13 anos, embarcassem em uma viagem até Porto Alegre acompanhadas por um homem que não era o responsável legal por elas, em desacordo com a legislação vigente.

As jovens desapareceram em Ametista do Sul, no norte do Rio Grande do Sul, no domingo (6), sendo localizadas apenas dois dias depois, uma em Porto Alegre e outra em Esteio, cidades a aproximadamente 450 km de distância de onde elas moram.

As investigações também apuram uma possível ocorrência de estupro de vulnerável, após o depoimento de uma das meninas. Imagens de câmeras de segurança mostram as adolescentes acompanhadas pelo homem na rodoviária. A delegada responsável pelo caso, Aline Palma, explicou que a investigação busca esclarecer como as passagens foram vendidas, quem as comprou e como as meninas viajaram sem a companhia de um responsável legal, como determina a lei.

A direção da Estação Rodoviária de Frederico Westphalen informou que o homem que viajava com as meninas foi quem adquiriu os bilhetes e, como as passagens não são nominais, não foi questionado a quem se destinavam. A empresa Viação Ouro e Prata foi a responsável pelo trajeto das meninas até a capital, mas não se pronunciou sobre como o embarque foi autorizado sem a devida documentação.

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) abriu um processo administrativo para investigar as circunstâncias do ocorrido e apurar as responsabilidades, tanto da empresa de ônibus quanto da rodoviária.

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