Guilherme Boulos solicita à Justiça a suspensão das redes sociais de Pablo Marçal e investigações sobre falsificação de documentos

O candidato a prefeito de São Paulo pelo PSOL, Guilherme Boulos, acionou a Justiça neste sábado (6) para solicitar a suspensão das redes sociais de seu adversário Pablo Marçal (PRTB). O pedido ocorre após a divulgação de um suposto laudo que alega o uso de cocaína por Boulos.

Na ação, protocolada às 3h51min, os advogados de Boulos alegam que o documento compartilhado por Marçal é uma falsificação. Além da suspensão das contas de Marçal, que já estão sob análise devido a uma ação anterior sobre suposta monetização irregular, os advogados pedem que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar a falsificação e requerem uma multa de R$ 30 mil ao final do processo.

A polêmica se intensificou com a postagem de Marçal em seu Instagram, que foi removida cerca de uma hora após a publicação. A imagem mostrava um suposto receituário médico que alegava que Boulos havia sido encaminhado para uma emergência psiquiátrica em 2021, supostamente por uso de cocaína.

Os advogados de Boulos afirmaram que o documento é falso e inventado. Eles descrevem a alegação como uma tentativa criminosa de perturbar o andamento do pleito eleitoral, mencionando que o laudo fictício indicava um suposto atendimento médico em 19 de janeiro de 2021, onde Boulos teria apresentado um “quadro de surto psicótico grave, com delírio persecutório e ideias homicidas”, acompanhado de um exame que mostraria resultado positivo para cocaína.

Os representantes legais de Boulos ressaltaram que a narrativa sobre seu suposto uso de drogas gerou 12 ações na Justiça Eleitoral desde que Marçal fez a primeira insinuação durante um debate da TV Band. Eles alegaram que o documento foi fabricado para associar Boulos ao uso de substâncias ilícitas, prejudicando a integridade do processo democrático às vésperas da eleição.

Adicionalmente, o nome de Luiz Teixeira da Silva Junior, proprietário da clínica Mais Consulta, consta no documento apresentado por Marçal. Ele foi condenado pela Justiça Federal por falsificação de documentos ao tentar obter registro profissional no Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul. Segundo informações do Ministério Público Federal, Teixeira falsificou um diploma de graduação em Medicina e uma ata de colação de grau para conseguir sua inscrição. Essas informações foram reportadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

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