Uma rede criminosa que usava engenharia social para acessar contas do GOV.BR e clonar veículos roubados foi alvo da Operação Krypteia, deflagrada nesta quarta-feira (7) pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. A operação executou mandados em dez cidades, espalhadas entre RS, SC e RJ. Até o momento, 17 suspeitos foram presos.
A investigação começou após a denúncia de um comprador de um VW/T-Cross no Facebook. O carro, que havia sido roubado dias antes em Porto Alegre, foi vendido com documentos falsificados. Os criminosos acessavam dados do proprietário original via GOV.BR, geravam um novo ATPV-e e enganavam compradores com anúncios atrativos nas redes.
O líder do grupo, condenado a mais de 70 anos de prisão e já detido, contava com apoio de outros membros, incluindo sua companheira e um jovem do Rio de Janeiro especializado em tecnologia da informação. Este último era responsável por invadir sistemas e gerar a documentação falsa usada nas vendas.
A movimentação financeira do grupo era feita por meio de empresas de fachada em Santa Catarina, facilitando a lavagem de dinheiro. A ação contou com apoio das polícias civis do RJ e SC, da Polícia Penal e marcou a primeira grande operação do novo Departamento de Repressão a Crimes Cibernéticos.
Com a informação PC.