Vereador suspeito de compra de votos é preso pela Polícia Federal no Caraá

A Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira (31) o vereador mais votado de Caraá, no Litoral Norte do RS, Fabiano Santos da Silva (Republicanos). Ele é investigado por compra de votos e teve a prisão preventiva decretada após suspeita de coação de testemunhas que depuseram contra ele na Justiça Eleitoral.

O Ministério Público solicitou a cassação de Santos depois que mais de 20 pessoas afirmaram ter recebido dinheiro ou benefícios para votar nele. A ação, movida pelo promotor Camilo Vargas Santana, o acusa de abuso de poder e captação ilícita de sufrágio. Se condenado, pode perder o mandato e ficar inelegível por oito anos.

Investigação
A denúncia foi revelada logo após a eleição pelo Grupo de Investigação da RBS (GDI), que ouviu eleitores confirmando a venda de votos. A Divisão de Repressão a Crimes Eleitorais da Polícia Federal apura indícios de corrupção eleitoral.

Segundo relatos à PF, Fabiano Santos, que é servidor municipal e operador de máquinas, teria prometido ajuda com equipamentos de um familiar para melhorias em estradas e distribuição de saibro. Além disso, há indícios de que votos foram comprados via Pix.

Mensagens obtidas pelo GDI mostram um diálogo no WhatsApp em que uma eleitora negocia R$ 300 por dois votos. Após a negociação, ela exibe o comprovante do Pix em nome do vereador.

Depoimentos de eleitores
Uma das testemunhas confirmou ter vendido seu voto e relatou que outras pessoas também receberam dinheiro ou materiais para casa.

“Aqui sempre teve compra de voto. Em todas as eleições é assim. Não tem risco de eu ser presa, né? Porque, se tiver, vão precisar de um ônibus para levar todo mundo.”

A Polícia Federal já colheu cerca de 40 depoimentos e cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do vereador e em empresas de familiares.

A prisão preventiva foi solicitada pela PF após eleitores denunciarem que Fabiano os procurou para questionar o que haviam dito à polícia, o que foi interpretado como coação de testemunhas.

Defesa
Fabiano Santos não se manifestou sobre a prisão. Anteriormente, ao ser questionado sobre a investigação, declarou:

“Meus advogados aconselham a não me manifestar e nem comentar o processo. Vamos aguardar.”

Com informações: GZH

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