Professor federal acusado de matar jovem atropelado em Canoas é colocado em liberdade

O Tribunal de Justiça do RS concedeu, nesta quinta-feira (27), a liberdade provisória ao professor de física Fernando Ávila Molossi. Ele está sendo investigado por ter matado por atropelamento Guilherme Joaquim da Silva, de 19 anos, no dia 31 de janeiro, em Canoas. 

Após analisar o pedido de habeas corpus feito pela defesa, a Justiça entendeu que Molossi não representa uma ameaça à sociedade, uma vez que o caso foi devido a um contexto específico. Além disso, o fato de ser um professor federal de 51 anos, sem antecedentes criminais, pesou na decisão da Justiça. Também foi analisado o fato de Molossi ter problemas psiquiátricos, como ansiedade e síndrome do pânico, que são tratados há anos. 

Relembre o caso:

Guilherme Joaquim da Silva morreu em Canoas no dia 31 de janeiro deste ano. O jovem pilotava sua motocicleta na Avenida Boqueirão, com a namorada na carona, quando foi atingido por um carro. Testemunhas e imagens de câmeras de segurança indicam que o condutor do veículo, Fernando Ávila Molossi, teria perseguido a vítima por um longo trecho antes da colisão fatal. Ele foi preso em flagrante pela Brigada Militar em sua casa, recusou-se a fazer o teste do bafômetro e permaneceu em silêncio durante o depoimento.

Segundo a investigação, o crime ocorreu sem nenhuma motivação aparente que justificasse a perseguição. A delegada responsável afirmou que não há indícios de legítima defesa ou provocação por parte da vítima, caracterizando o crime como cometido por motivo fútil. Fernando, professor de física em uma instituição pública federal, teve sua prisão preventiva decretada no dia 1º de fevereiro.

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