Ismail Haniyeh, líder do Hamas, foi morto em um ataque aéreo na madrugada desta quarta-feira (31) em Teerã, elevando a já tensa crise no Oriente Médio a um novo patamar. O ataque ocorre em meio às consequências do megaatentado terrorista realizado pelo grupo palestino contra Israel em outubro passado.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, responsabilizou Israel pelo ataque, afirmando que o Estado judeu “merece uma dura punição” que será aplicada pelo Irã, segundo declarações veiculadas pela mídia estatal iraniana. A morte de Haniyeh foi condenada por aliados de Teerã, como a Rússia, e por interlocutores do Hamas na região, incluindo a Turquia.
Haniyeh, de 61 anos, foi morto ao lado de um guarda-costas em uma residência destinada a veteranos de guerra na parte norte da capital iraniana. As autoridades iranianas ainda não forneceram detalhes específicos sobre a operação, mas indicaram que um “projetil aéreo” atingiu o local.
Líder do Hamas desde 2004, Haniyeh assumiu o controle do grupo após a morte de seu fundador espiritual, o xeque Ahmed Yassin, assassinado por Israel. Desde 2017, ele atuava como presidente político do Hamas, vivendo em Doha, no Qatar, e circulando ativamente pela região. Apesar de sua retórica inflamada, era conhecido por sua habilidade de negociação, mantendo contatos frequentes em cidades como Ancara e Moscou.
A família de Haniyeh já havia sido atingida pela violência do conflito. Três de seus filhos e quatro netos foram mortos em ataques com drones israelenses no norte da Faixa de Gaza, e sua casa foi destruída.